Arte Sacra Cristã
   
Histórico
    Outros sites
    EX-VOTOS DO BRASIL
    Conselho Nacional de Pesquisa
    Universidade Federal da Bahia

    Votação
    Dê uma nota para meu blog

     


    Alguns importantes objetos litúrgicos da igreja católica

    ÂMBULA: Pequeno vaso onde se guardam os santos óleos;

    CÁLICE: Vaso empregado na missa para a consagração do vinho. Há três espécies de cálices de serviço ao altar – os sagrados, os ministeriais e os ofertórios. Os primeiros empregaram-se sempre na consagração do vinho; os segundos eram usados na distribuição do Precioso Sangue aos fiéis; e os terceiros eram destinados a recolher o vinho que os fiéis entregavam ao Ofertório da Missa. A matéria empregada nos cálices era a madeira, o chumbo, o vidro, o cobre, o estanho, a prata e o ouro; porém, desde o começo do Séc. XIII abandonaram-se os cálices cuja copa não fosse de ouro, prata ou estanho; mas este só em condições de extrema pobreza. As formas dos cálices levam-nos a determinar-lhes a época: até ao séc. IV foi geral o uso dos cálices com asas (fig. 1). Já com asas, é adotado o cálice com pé curto a copa profunda, até o séc. IX, no qual, e mais ainda nos séculos XI e XII, tomam a forma semi-esférica na copa (fig. 2). As vezes são adornados de pedras preciosas, havendo-os igualmente desta época já com tendência à forma cônica, que é a adotada no estilo ogival. No séc. XIV  generaliza-se a forma lobular ou estrelada do pé; no séc. XV continua com a mesma forma, ostentando toda a elegância ogival. Lembrar que as patenas acompanham sempre os cálices, e são caracterizadas pelo mesmo estilo a que eles pertencem. As mais antigas têm a forma de prato pouco profundo e de consideráveis dimensões; encerram adornos muito ricos em  pedraria, contendo ao centro o desenho do Salvador abençoando, ou apenas a mão nessa atitude, que é o mais usual, ou uma cruz. Já as ânforas estão em uso, para o culto divino, desde tempos remotos. São vasos cilíndricos de metal e com tampa, destinados a guardar os Santos Óleos nas catedrais – são como que depósitos, onde vão prover-se as igrejas paroquiais, que se servem de pequenos vasos de prata, estanho etc., chamados âmbulas. Há ainda as atuais galhetas – que são em tamanho reduzidos – que servem para ministrar o vinho e a água para o Sacrifício.

    CUSTÓDIA: Objeto de ouro ou prata que serve para guardar a hóstia consagrada. A data das custódias ou ostensórios provem do séc. XIV com a instituição da festa do SS. Sacramento, o qual, até então, era exposto à veneração em imagens, cruzes e cibórios; é, porém, nos meados do séc. XV que ela verdadeiramente se deve fixar, tomando as custódias forma própria (representam uma torre ou templete ogival eriçado de pináculos e sustentado por elegante pé de artística base, quase sempre lobulada.

    COPA: Vaso covo; taça, copo.

    ESPEVITADEIRA: Objeto para cortar, espevitar.

    SACRA: Quadro que contêm um texto da parte fixa da missa, e que era colocado sobre o altar, para ajudar a memória do celebrante.

    SALVA: Tipo de bandeja redonda e pequena. Originariamente era a prova que se fazia da comida e da bebida que iam ser servidas ao rei e grão-senhores para salva-los de possível envenenamento; o prato em que eram servidas tomou o nome de salva.



    Escrito por Arte Sacra às 10h12
    [] [envie esta mensagem] []




    OURIVESARIA II

    Definição de termos

    Douramento (douradura)

    Processo que leva o encobrimento da superfície de um objeto com o ouro. É uma técnica praticada desde a antigüidade de muitas formas diferentes, com resultados extraordinários, basicamente empregando pó de ouro em suspensão aquosa, misturado em com alguma substância que facilitasse sua aderência, ou bem empregando folhas finíssimas de ouro (pães de ouro) com que se recobriam os objetos a dourar. Em ambos os casos os efeitos podiam ser de grande beleza, porém delicados. Muito mais resistentes eram os dourados ao fogo, aplicáveis aos metais, sobre os quais se aplicava uma amálgama de ouro (liga de mercúrio e ouro), esquentando depois a peça até que se volatilizava o mercúrio e ficava o ouro firmemente aderido ao metal. Esta técnica, no entanto, foi deslocada pelos processos de galvanoplastia, que significa a operação consistente em depositar sobre um corpo sólido uma capa de metal, valendo-se para isso da propriedade que tem certos sais metálicos, dissolvidos ou fundidos, de se dissociar em seus componentes ao passo de uma corrente elétrica, baseados na eletrólise de soluções aquosas de certos sais de ouro. O processo da galvanoplastia é hoje também usado para o prateamento. O dourado da cerâmica e do vidro possui técnicas próprias de larga tradição.

    Cinzelamento: Lavrado ou esculpido a cinzel, criando pequenos sulcos ou relevos. O cinzelado é construído a partir do uso do cinzel, de ponta fina ou grossa, que tece na superfície, da prata ou do outro, sutis linhas, sulcos ou desenhos, com relevos baixos ou médios.

    Batimento (Batida): O mesmo que amoedado ou cunhado. Golpes dados no metal ainda quente. Difere do Martelamento, que é o processo executado com o objeto frio.

    Vazamento: Área não impressa dentro de uma área maior chapada ou reticulada na superfície correspondente à decoração. Não vale para buracos criados por parafusos ou estragos ocasionados por má conservação.

    Repuxado e Repuxar: No artesanato de couro, o repuxado é a técnica de decoração em relevo que se pratica sobre o dorso da pele, para a flor ou superfície epidérmica. Com ajuda de utensílios adequados, consegue-se que esta superfície se distenda, criando nela vazios que configurarão relevos muito saliente, e recheados para que adquiram consistência e não se deformem. Já o repuxar, no ouro, é o ato de fazer realçar em relevo, a golpes de martelo, não muito extensos, figuras sobre metal ou couro principalmente. É muito técnica é muito utilizada em joalheria, para o lavrado de peças de grande finura. Alcançou notável perfeição o repuxado do Renascimento e a prata repuxada holandesa do séc. XVII.



    Escrito por Arte Sacra às 10h10
    [] [envie esta mensagem] []




    ASPECTOS DA OURIVESARIA

    A ourivesaria teve inicio na mesopotâmia e se constitui hoje em uma das descobertas mais interessantes das escavações de tumbas reais e templos. O trabalho com os metais era uma das atividades artísticas mais importantes nas cidades da Mesopotâmia. E observe-se que a maioria das tumbas foi saqueada durante os sucessivos assentamentos populacionais, quando as pessoas descobriam os tesouros ao escavar para construir suas casas. Alguns chegaram intactos até os dias de hoje, como o tesouro dos reis de Ur, descoberto pelo arqueólogo Charles Wooley.

    Entre as peças mais valiosas desse tesouro está o toucado de uma das sessenta e quatro cortesãs enterradas na tumba real, cuja suntuosidade e concepção são fora do comum, com finíssimas lâminas de ouro que imitam folhas e pétalas de flores. Restos de um utensílio trabalhado em ouro e inúmeras estatuetas de cobre, um dos metais mais trabalhados, bem como colares e braceletes de cornalina, lápis-lazúli e prata e instrumentos musicais com incrustações de pedras completavam o tesouro mais antigo do mundo oriental.

    Nas formas e na moldagem do metal revela-se um naturalismo um tanto ingênuo, com obsessão pelo detalhe ornamental. É difícil elaborar um estudo do estilo geral da ourivesaria mesopotâmica devido à grande variedade de povos e culturas que habitaram sucessivamente o território. Em todos os objetos, entretanto, evidencia-se o valor transcendental das forças da natureza e a esperança do homem em uma vida após a morte, o que explica o fato de os objetos mais valiosos serem encontrados nessas tumbas.

    Também durante o império persa (VI a.C.) a ourivesaria experimentou um florescimento. Os tesouros encontrados nas escavações são uma prova da habilidade dos artesãos na confecção de belíssimos utensílios e objetos de decoração de ouro e prata e com incrustações de pedra. Destacam-se principalmente as peças do último período do império. O inusitado naturalismo das estatuetas destinadas aos hipogeus e o dinamismo alcançado pelos persas no campo da decoração refletem a influência dos artistas gregos.

    No Egito as obras de ourivesaria também tiveram grande importância, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunhos.

    Artesanato em metal

    Artesanato em metal, nome dado, no campo das Belas Artes e Artes Plásticas, ao trabalho em objetos artísticos, decorativos ou utilitários realizados com um ou vários tipos de metal, incluindo os preciosos. As técnicas utilizadas são a fundição, martelamento, soldas ou uma combinação das três.

    Características do artesanato em metal

    Há características compartilhadas por todos os metais:

    a) Superfície lisa uniforme;

    b) Grande resistência e durabilidade;

    c) Maleabilidade, ou seja, capacidade de ser trabalhado, proporcionando praticamente todos os tipos de forma. Esta maleabilidade permite que os metais sejam trabalhados através de pressão, quando estão em estado sólido, ou com moldes, quando são aquecidos e entram em estado líquido;

    d) Reciclamento, ou seja, podem ser fundidos e reaproveitados na criação de novos objetos. A propriedade de reciclagem foi valorizada depois da descoberta da fundição que remonta a meados do século V a.C.

    O artesanato de metal como arte

    Até a Revolução Industrial não se fazia distinção entre objetos utilitários, fabricados à máquina, e objetos decorativos feitos à mão. Durante milhares de anos - até meados do século XVIII - tudo era produzido de modo artesanal e, embora tivesse finalidade utilitária, os objetos eram feitos e decorados esteticamente.

    Tipos de artesanato em metal

    A forma, função e aspecto dos objetos de metal dependem do tipo de material utilizado. Os metais preciosos - ouro e prata - são os mais macios. Os metais não-preciosos (cobre, estanho, chumbo e ferro) e as suas ligas (bronze, latão e estanho) têm características diferentes. No Renascimento e séculos posteriores - principalmente, os séculos XVII e XVIII - os artistas trabalharam em ferro forjado alcançando resultados surpreendentes e refinados.



    Escrito por Arte Sacra às 10h10
    [] [envie esta mensagem] []




    ARTE CEMITERIAL - DEFINIÇÕES

    cripta [Do lat. crypta < gr. krWpte , es.] S. f. 1. Galeria subterrânea; caverna, gruta.

    Em algumas igrejas, galeria subterrânea onde se enterravam mártires ou se guardavam relíquias.

    Capela subterrânea, não raro mais antiga do que a igreja sob a qual se encontra.

    Lugar secreto e subterrâneo.

    Pequena ascensão tumular que se abre em superfície livre ou acima de uma base.

    sarcófago . [Do gr. sarkophágos, 'que come carne', pelo lat. sarcophagu.]

    Túmulo calcário onde os antigos punham os cadáveres que não desejavam queimar.

    Parte de um monumento fúnebre que representa o ataúde, conquanto não encerre o corpo do

    defunto.

    tumba. [Do gr. tWmbos , pelo lat. tumba.] S. f. 1.

    Pedra sepulcral. 2. V. sepultura (1)

    carneiro [Do lat. vulg. carnariu.] S. m. 1.

    Gaveta ou urna, nos cemitérios, onde se enterram cadáveres. 2. V. sepultura (1). 3. V. cemitério

    mausoléu . [Do gr. Mausóleion , pelo lat. Mausoleu , em alusão ao túmulo que Artemisa, viúva de

    Mausolo, rei da Cária, antiga cidade da Ásia Menor, mandou erguer ao marido.] S. m. 1.

    Origem: Sepulcro de Mausolo (rei da Cária - séc. IV a.C.), em Halicarnasso, tido como uma das

    sete maravilhas do mundo antigo. 2.

    P. ext. Sepulcro suntuoso que traz espaço possível para ritual religioso, como missa e rezas.

    lápide . [Do lat. lapide.] S. f. 1.

    Pedra com qualquer inscrição comemorativa.

    jazigo . [De jazer, com term. de difícil explicação.] S. m. 1. V. sepultura de qualquer espécie.

    cova [Do lat. vulg. cova, fem. de covu, var. de cavu, 'oco'.] S. f. 1. Sepultura simples, na terra,

    tradicional em cidades pequenas e de classe menos favorecida.



    Escrito por Arte Sacra às 09h59
    [] [envie esta mensagem] []




    DEFINIÇÕES PARA SANTUÁRIOS CATÓLICOS.

    CAPELA

     

    O conceito de capela referencia a pequena igreja, com apenas um altar,  subordinada a uma paróquia; por muitos também chamada ermida, orada, santuário. Dessa variação derivol-se cada um dos locais, em uma igreja, reservados para oração, meditação ou pequenos serviços religiosos, onde fica um altar de santo. É o caso, no MAS-UFBA, dos “nichos” na nave da Igreja de Santa Teresa.

    As capelas têm suas origens no século XIII, quando o gótico cria os retábulos, que serviriam para rezas, casamentos, batismos dos servos. Assim havia a separação das liturgias com a nobreza. As capelas tinham os seus altares. Os denominados “laterais”.

     

     

    ERMIDA:

     

    Hoje, quando se fala de ermida a referência principal é para uma pequena igreja ou capela em lugar ermo ou fora de uma povoação

     

    Porém, em sua etimologia, o termo define, em latim “eremíta,ae” 'lugar deserto, afastado, o que vive ou fica solitário, nesse lugar'. Daí vem o termo que referencia a 'pequena igreja em lugar ermo', trabalhado pelos gregos como “érémos” ou “erêmos”, ou seja: 'deserto'.

     

    IGREJA:

     

    O termo advém do grego ekklésía, que pertencia as 'assembléia por convocação, assembléia do povo ou dos guerreiros, assembléia dos Anfictiões, assembléia de fiéis. Tais reuniões passaram a ter o lugar, a igreja', que, durante a cristandade, passou a ser o ajuntamento dos primeiros cristãos, a comunhão cristã, igreja, templo'. Em termo de arquitetura a igreja passa a ser o espaço destinado a liturgias.

     


    BASÍLICA:

     

     

    O termo vem do latim “basilìca,ae” “basílica” e do  grego “basilikê”; cuja grafia, no século XV passou a ser “basílica” e no  século XV “basillica”. Em termos de arquitetura, a basílica, entre os romanos, foi definida como um edifício público, coberto e retangular, com três naves separadas por colunas, que abrigava mercados, tribunais ou onde se reuniam comerciantes e pessoas ociosas, e no qual, mais tarde, se congregaram os primeiros cristãos. Daí a designação das primeiras igrejas cristãs que conservaram o mesmo plano desse edifício profano.

    Hoje o termo está voltado para a Igreja católica que goza, conforme o direito canônico, de certos privilégios: dispor de altar reservado ao papa, ao cardeal ou ao patriarca, e não estar submetida à jurisdição eclesiástica local, o que lhe confere status internacional e símbolo da igreja patriarcal em forma de pálio, que protegia os prelados durante as procissões.

     

    Por José Cláudio Alves de Oliveira

    claudius@ufba.br



    Escrito por Arte Sacra às 09h55
    [] [envie esta mensagem] []




    Imagem de Nossa Senhora de Fátima que os fiéis de Campo Grande (MS) acreditam estar vertendo mel pelas mãos e pelo rosto. A diocese local vai formar uma comissão para estudar o caso.

    Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/070717_album.jhtm?abrefoto=13 Acesso as 15H de 17/07/2007



    Escrito por Arte Sacra às 15h12
    [] [envie esta mensagem] []


    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]